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DISTORÇÕES DE UM BRASIL DISTORCIDO...

   Em que se baseia o fato de crermos que vivemos num país corrupto? No que nos baseamos para dizer que a política brasileira atual é corrupta, interesseira, lobista e desprovida de qualquer senso de moralidade e ética? será que nós, enquanto cidadãos brasileiros de direito, temos a visão tão distorcida a ponto de vermos corrupção e impunidade injustificáveis? Será que nós, enquanto desprovidos de conhecimento político mais amplo, ignorantes no preâmbulo das questões políticas e sociais, talvez quem sabe, por não nos aprofundarmos muito nesse assunto, somos possuidores de uma visão tão distorcida e irreal, talvez, surreal demais, para reconhecermos a verdade por trás da mentira? Pergunta longa e confusa, essa. Em palavras, será que julgamos muito mal os homens e mulheres que governam esse país? Talvez, quem sabe, pela falta de afinidade com as pessoas do poder, desejemos julga-las e condena-las por crimes que, talvez, quem sabe, não tenham cometido? A cantora evangélica pentecostal Lauriete se divorciou de seu marido, deputado Reginaldo Almeida para se casar com o, até então, casado e posteriormente divorciado magno Malta, homem de honra e honestidades "ilibadas", de família, incapaz de quaisquer atos inescrupulosos, desonestos, cristão que é, pastor de qualidades inabaláveis por que assim foi criado. Duas famílias destruídas no meio político-evangélico para a constituição de outra, mais honesta e de acordo com os padrões morais e éticos desse país. Antes que o leitor me interprete mal, eu estou sendo irônico. Conheci Magno Malta pessoalmente e posso garantir, que das pouquíssimas vezes que conversei com ele, enquanto político, pude constatar que não há distinção nenhuma entre eles. Sínicos, mentirosos e falsos que vão dizer às pessoas tudo o que elas querem ouvir. Massagear o ego e o intelecto burro das pessoas fazendo-as parecer mais inteligentes e espertas do que realmente são é a especialidade de homens como magno Malta. A rádio desse astuto homem público, chamada de "A cor da vida", possui esse nome, na opinião desse blogueiro, a cor exata da expressão de vida dos capixabas que a ouvem, bem como dos seguidores de seu dono. O cinza é uma cor que pode ser muito bonita, mas pode representar um dia sem vida, sem cor, desprovido da luz do sol, que aquece os ossos, ocultando as partes de escuridão que um dia cinza traz.
   Em minha opinião, o gênero humano não é burro, contudo, facilmente manipulável, e a moeda corrente que tem corrompido as pessoas envolvidas direta ou indiretamente com homens e mulheres como Magno e Lauriete, muito além do dinheiro, é o jogo de interesses. Vamos todos morrer e ir para o céu de mãos dadas! Lindo isso! Magno malta acusa as pessoas que não conhece, distorce fatos, manipula pessoas, mas a pergunta é essa: ele faz isso sozinho? É claro que não! Piores do que ele governam esse país. No Egito, um ditador foi retirado do poder pelos militares e acabou, ponto final. Era um ditador que estava no poder? Fato. Há jogos de interesses e poder? Mais óbvio seria impossível, contudo, no Brasil, país de democracia onde a população acha que detém o poder pelo voto para colocar e retirar do poder quem quiser, a hora que quiser. Sabemos que não é assim. Sabemos que em épocas eleitorais, a televisão, a mídia, diz às pessoas exatamente o que elas querem ouvir. Que a cidadania depende delas, que está nas mãos delas um país melhor, que votem com consciência, que saibam escolher com sabedoria seus candidatos. Sabemos que não é assim, e que a maioria esmagadora da população desse país é influenciável e corrompida. Com as técnicas adequadas, não é difícil manipular a maioria ignorante, desprovidas de conhecimento no mínimo, superficial sobre uma pessoa, um candidato. Há pessoas honestas? claro que há! No entanto, o sistema corrompido parece ser tão mais fortes e maioria que esses honestos e éticos possuem apenas duas opções: Ou vem para o lado obscuro e se beneficiam, ou mantém sua integridade e ética... para não saberem quanto tempo exatamente viverão para, de fato, fazer alguma coisa em favor do país.
   Sabe quais são os dois principais tipos de assassinatos políticos ocorridos nesse país? O primeiro é o de queima de arquivo. Pessoas ligadas a gente mais poderosas do que elas que sabem demais, que fazem parte do esquema de corrupção, mas que sabem demais. Pessoas que não pensariam duas vezes em delatar os cabeças por trás do esquema, caso sejam descobertas. O segundo tipo de assassinato é justamente das pessoas bem intencionadas que decidiram manter sua integridade pessoal e éticas políticas, mas que não se deram conta do tipo de gente que estão lidando. Por que você acha que Fernandinho beira mar ainda está vivo? O dinheiro sujo e carregado de sangue dele, lavado em empresas em vários estados brasileiros compra muita gente. Mata-lo não seria um bom negócio para alguns políticos. Não preciso de dossiês e provas para afirmas isso. Basta prestar atenção aos contraditórios noticiários. Os mesmos que manipulam tão bem a informação que consegue dar credibilidade a quem não tem credibilidade e destruir a moral e ética de alguém que a possua.
   Com base nisso tudo, talvez a visão do brasileiro não esteja tão distorcida assim, exceto... dos partidários e defensores políticos. Estive em uma reunião do ex-prefeito de Vila-Velha, Vasco Alves, o "vasquinho". Fui cobrar uma dívida pela empresa que eu trabalhava. Poucas vezes estive num ambiente com tanta gente falsa, mentirosa e interesseira reunida num só lugar. Depois me dei conta que isso acontece em todo lugar em todo momento. Eis aí o ponto. A visão de uns que consegue enxergar as disparidades nesse país está correta, e não distorcida, ao menos até certo ponto. Em total contra-partida, a visão dos partidários, dos que defendem com unhas e dentes seus candidatos, que agridem outros por causa de seu candidato se esse perde a eleição, chega ao nível da cegueira.
   Abaixo alguns casos retirados da revista Super Interessante que mostram não haver distorção alguma em como algumas pessoas 1% mais culta enxerga esse país.
   Por causa dela, perdemos R$ 12 bilhões em investimentos privados em 2011 – o equivalente a R$ 1,2 mil pagos anualmente por cada trabalhador brasileiro. Conheça os casos mais notórios dos últimos 20 anos*
10. Me dá um dinheiro aí
CASO: Máfia dos fiscais
ROMBO: R$ 18 milhões
QUANDO: 1998 e 2008
ONDE: Câmara dos vereadores e servidores públicos de São Paulo.
Comerciantes e ambulantes (mesmos aqueles com licença para trabalhar) eram colocados contra a parede: se não pagassem propinas, sofriam ameaças, como ter as mercadorias apreendidas e projetos de obras embargados. O primeiro escândalo estourou em 1998, no governo de Celso Pitta. Dez anos mais tarde, uma nova denúncia deu origem à Operação Rapa.
9. Olha essa mesada!
CASO: Mensalão
ROMBO: R$ 55 milhões
QUANDO: 2005
ONDE: Câmara Federal
Segundo delatou o ex-deputado federal Roberto Jefferson, acusado de envolvimento em fraudes dos Correios, políticos aliados ao PT recebiam R$ 30 mil mensais para votar de acordo com os interesses do governo Lula. Dos 40 envolvidos, apenas três deputados foram cassados. A conta final foi estimada em R$ 55 milhões, mas pode ter sido muito maior.
8. Siga aquela ambulância
CASO: Sanguessuga
ROMBO: R$ 140 milhões
QUANDO: 2006
ONDE: Prefeituras e Congresso Nacional
Investigações apontaram que os donos da empresa Planam pagavam propina a parlamentares em troca de emendas destinadas à compra de ambulâncias, superfaturadas em até 260%. Membros do governo atuavam nas prefeituras para que empresas ligadas à Planam ganhassem as licitações. Nenhum dos três senadores e 70 deputados federais envolvidos no caso perdeu o mandato.
7. Pobre Amazônia
CASO: Sudam
ROMBO: R$ 214 milhões
QUANDO: 1998 e 1999
ONDE: Senado Federal e União
Dirigentes da Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia desviavam dinheiro por meio de falsos documentos fiscais e contratos de bens e serviços. Dos 143 réus, apenas um foi condenado e recorre da sentença. Jader Barbalho, acusado de ser um dos pivôs do esquema, renunciou ao mandato de senador, mas foi reeleito em 2011.
6. Navalha na carne
CASO: Operação Navalha
ROMBO: R$ 610 milhões
QUANDO: 2007
ONDE: Prefeituras, Câmara dos Deputados e Ministério de Minas e Energia
Atuando em nove estados e no Distrito Federal, empresários ligados à Construtora Gautama pagavam propina a servidores públicos para facilitar licitações de obras. Até projetos ligados ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e ao Programa Luz Para Todos foram fraudados. Todos os 46 presos pela Polícia Federal foram soltos.
5. Bilhete premiado
CASO: Anões do orçamento
ROMBO: R$ 800 milhões
QUANDO: De 1989 a 1992
ONDE: Congresso Nacional
Sete deputados (os tais “anões”) da Comissão de Orçamento do Congresso faziam emendas de lei remetendo dinheiro a entidades filantrópicas ligadas a parentes e cobravam propinas de empreiteiras para a inclusão de verbas em grandes obras. Ficou famoso o método de lavagem do dinheiro ilegal: as sucessivas apostas na loteria do deputado João Alves.
4. Cadê o fórum?
CASO: TRT de São Paulo
ROMBO: R$ 923 milhões
QUANDO: De 1992 a 1999
ONDE: Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo
O Grupo OK, do ex-senador Luiz Estevão, perdeu a licitação para a construção do Fórum Trabalhista de São Paulo. A vencedora, Incal Alumínio, deu os direitos para o empresário Fabio Monteiro de Barros. Mas uma investigação mostrou que Fabio repassava milhões para o Grupo OK, com aval de Nicolau dos Santos Neto, o Lalau, ex-presidente do TRT-SP.
3. Precinho camarada
CASO: Banco Marka
ROMBO: R$ 1,8 bilhão
QUANDO: 1999
ONDE: Banco Central
Com acordos escusos, o Banco Marka, de Salvatore Cacciola, conseguiu comprar dólar do Banco Central por um valor mais barato que o ajustado. Uma CPI provou o prejuízo aos cofres públicos, além de acusar a cúpula do BC de tráfico de influência, entre outros crimes. Cacciola foi detido em 2000, fugiu para a Itália no mesmo ano e, preso em Mônaco em 2008, voltou ao Brasil deportado.
2. Chama o Van Helsing
CASO: Vampiros da Saúde
ROMBO: R$ 2,4 bilhões
QUANDO: De 1990 a 2004
ONDE: Ministério da Saúde
Empresários, funcionários e lobistas do Ministério da Saúde desviaram dinheiro público fraudando licitações para a compra de derivados do sangue usados no tratamento de hemofílicos. Propinas eram pagas para a Coordenadoria Geral de Recursos Logísiticos, que comandava as compras do Ministério, e os preços (bem acima dos valores de mercado) eram combinados antes. Todos os 17 presos já saíram da cadeia.
1. Manda pra fora
CASO: Banestado
ROMBO: R$ 42 bilhões
QUANDO: De 1996 a 2000
ONDE: Paraná
Durante quatro anos, cerca de US$ 24 bilhões foram remetidos ilegalmente do antigo Banestado (Banco do Estado do Paraná) para fora do país por meio de contas de residentes no exterior, as chamadas contas CC5. Uma investigação da Polícia Federal descobriu que as remessas fraudulentas eram feitas por meio de 91 contas correntes comuns, abertas em nome de “laranjas”. A fraude seria conhecida por gerentes e diretores do banco. Foram denunciados 684 funcionários - 97 foram condenados a penas de até quatro anos de prisão. O estado obteve o retorno de arrecadação tributária de cerca de R$ 20 bilhões.
*Valores estimados e atualizados pela inflação
Fontes: Andre Carraro, professor do departamento de economia da Unversidade Federal de Pelotas e especialista em corrupção, Museu da Corrupção, Controladoria-Geral da União, ONG Transparência Brasil, site Consultor Jurídico, Folha de S.Paulo O Estado de S.Paulo